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As exigências do seguimento de Cristo

  • Foto do escritor: Allan Dionisio
    Allan Dionisio
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Quinta-feira, 19/02/2026


“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23).

No Evangelho de hoje, Jesus nos apresenta quais as condições para segui-lo: um caminho de renúncia e cruz.

A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, também nos revela essa questão com clareza: “Ponho hoje diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal”. Escolher a Deus é escolher a vida, afastar-se d’Ele, porém, é escolher a morte, O texto termina com uma exortação objetiva: “Escolhe, pois, a vida”. Não se trata de uma escolha teórica, pelo contrário, é uma escolha que se concretiza nas decisões diárias, sejam pequenas e grandes, e é exatamente isso que o Evangelho de hoje nos detalha.


“Renuncie a si mesmo”

Renunciar a si mesmo é a primeira expressão concreta de quem escolhe a vida, significa deslocar o próprio ego do centro, admitir que não somos critério absoluto de verdade. A renúncia não diminui ou apaga a nossa personalidade, mas a ordena. Renunciar é reconhecer que nossos desejos precisam ser purificados, que nossas certezas nem sempre são definitivas. Sem essa renúncia, o seguimento de Jesus não é real, pois se transforma em uma adaptação que convém, ou seja, seguimos enquanto coincide com nossas preferências.


“Tome sua cruz cada dia”

Se escolhemos a vida em Cristo, a cruz faz parte do caminho, não como uma punição, mas como consequência da vivência da fidelidade. Tomar a cruz a cada dia nos afasta das ilusões espirituais. O seguimento de Jesus não se vive apenas em momentos intensos, mas no cotidiano: nas responsabilidades, nos limites, nas contrariedades, nos deveres, etc. A vivência da cruz amadurece pois confronta nossa autossuficiência e nos recorda que não controlamos tudo. Ao mesmo tempo, nos ensina confiar.


“E siga-me”

Depois da escolha e da renúncia, resta a ação, o movimento. Seguir é continuar caminhando, mesmo quando não há aplausos, diante das incompreensões, das dificuldades.

O Evangelho conclui com uma reflexão: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a si mesmo?” (Lc 9,25). Tal reflexão já havia sido antecipada no livro de Deuteronômio: afastar-se de Deus leva à perda, permanecer n’Ele conduz à vida!

Este tempo quaresmal coloca diante de nós essa decisão fundamental, qual seja, escolher a vida é escolher Cristo e escolher Cristo implica renúncia, cruz e seguimento.

É uma exigência real e radical, mas a promessa que acompanha essa exigência também é real: a vida que nasce dessa escolha não é passageira.

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